quarta-feira, 1 de junho de 2011

Análise YS 250 FAZER

E aí pessoal, hoje postarei uma análise de uma das melhores motos de baixa cilindrada que eu já tive o prazer de pilotar, mas primeiramente vou passar um pouco pela história deste seguimento das naked 250.

Desde 2001, quando foi lançada a Twister 250, a Honda sempre imperou neste segmento pois não tinha concorrentes. Pensando neste nicho de mercado, a Yamaha resolveu investir em uma motocicleta de baixa cilindrada mas com toda a tecnologia de uma moto grande, Assim surgia a YS 250 FAZER. Inicialmente vendida nas cores cinza, preta e vermelha, a Fazer vinha com um estilo e design inconfundíveis. Dotada de um motor de um cilindro de alumínio e a camisa forjada em cerâmica dispersiva de calor (mesma tecnologia usada em ônibus espaciais) que produz 21cv de potência alimentado à injeção eletrônica, o que para a época só víamos em motocicletas de maior porte. O modelo foi tão bem elaborado que foi exportado para vários outros países, na maioria deles com o nome de YBR 250. A Fazer ganhou o prêmio de moto do ano pela revista Duas Rodas nos anos de 2006e 2007, além de melhor negócio de 2009 e 2010 pela revista Motociclismo.

Vamos as análises:

A Fazer apresenta uma ótima dirigibilidade, apesar de ser um pouco maior que a Twister, ela é realmente muito ágil. Com os pneus Pireli Sport Demon 100/80/17 na dianteira e 130/70/17 na traseira ela além de ser ótima para o trânsito na cidade, também é muito boa de curva em estradas. Claro que não é o tipo de moto pra "raspar" no chão, até porque não é esse o propósito dela. Sua autonomia é realmente muito boa, com média de 28 KM/L na cidade (média aferida por mim andando sozinho e na manha) ela é muito econômica, aliada ainda ao tanque que tem capacidade de 19,2 L quase não precisa parar pra abastecer. Outro detalhe que eu percebi ao longo desses dois anos nela é que quem não está acostumado ou não sabe desse detalhe, fica meio desesperado quando ela roda um pouco na reserva. Experiência pessoal, numa viagem de BH/RJ minha moto entrou na reserva em JF depois do posto do Graal, e eu não sabia, os postos  são apenas do lado esquerdo, ou seja, de quem volta e eu não vi retorno. Desavisado fui andando na esperança de ter um posto do meu lado da pista... Rodei 90KM até achar o posto, estava num desespero total, quando abasteci couberam uns 15L, portanto ainda tinha uns 80KM pra rodar tendo em vista que a Fazer tava fazendo uma média de 22KM/L na estrada.

Minha moto é de uso diário e nos fins de semana eu pego as estradas pra rodar, mesmo tendo pouca potência ela carrego nela eu, minha esposa, bauleto, ás vezes colchão de ar no tanque e mais a barraca amarrada em cima do pára-lama dianteiro e ainda assim consigo imprimir uns 120/130KM/H. O único problema é quando preciso de potência para uma ultrapassagem. Outra coisa que eu vejo com muito bons olhos é o conforto na pilotagem dela, os bancos são generosos tanto para o piloto quanto para o garupa e mesmo sendo monocilíndrica não tem muita vibração.

Já pilotei a maioria das motos 250cc, Ninjinha, Twister e Comet, e, em um âmbito geral, nenhuma se compara ao excelente custo benefício da Fazer que já recebeu algumas modifições. Hoje a versão vendida no mercado está remodelada, com um novo farol com 55/60w e praticamente a mesma mecânica, dando ênfase à melhoria do freio traseiro que no novo modelo é à disco.

Pra quem quer uma moto para o dia a dia e curtir a estrada do fim de semana e é duro que nem eu(rss), a Fazer é uma excelente opção.

Mais informações no site  http://www.yamaha-motor.com.br/web/site/fazerys250.aspx

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